Qual é a história das marchinhas de Carnaval?

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“Ó abre alas que eu quero passar!”. Se você já cantou esse verso, saiba que você conhece a primeira marchinha de Carnaval do Brasil! “Ó Abre Alas” foi composta por Chiquinha Gonzaga em 1899, para o cordão Rosas de Ouro.

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As marchinhas foram inspiradas nas marchas de Portugal, que foram bem populares aqui no Brasil até a década de 1920.

A partir daí, os compositores brasileiros começaram a criar as próprias marchinhas. No começo, elas eram mais calmas e bucólicas. Depois, veio a influência dos grupos de jazz dos Estados Unidos, e as marchinhas começaram a ficar mais animadas.

Nas décadas de 1930 até 60, as marchinhas tiveram seu auge no Brasil. Carmem Miranda, Braguinha, João Roberto Kelly e Dalva de Oliveira foram alguns dos artistas que se consagraram no ritmo.

“Mamãe Eu Quero”, “Me Dá um Dinheiro Aí”, “Chiquinha Bacana” e “Cabeleira do Zezé” são algumas das marchinhas que mais fizeram sucesso – e que todo mundo sabe cantar até hoje.

A partir de 1960, as marchinhas começaram a perder força porque as escolas de samba passaram a compor sambas-enredo para o Carnaval.

Mas nem por isso as marchinhas deixaram de ser queridas! Muitos blocos de Carnaval animam os foliões com elas. E, em carnavais mais clássicos, como o de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo, as marchinhas ainda reinam supremas.