Como o Carnaval surgiu?

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O Carnaval que conhecemos hoje, na verdade, passou por muitas mudanças e foi se adaptando a diferentes culturas. A festa teve seu início na Antiguidade, em festas pagãs nas quais egípcios, hebreus, gregos e romanos celebravam as grandes colheitas e suas divindades.

Na Grécia, por exemplo, a comemoração era feita em homenagem a Dionísio, o deus do vinho. Já na Roma Antiga, a data era uma celebração a Saturno, divindade da agricultura.

A maior parte dos especialistas acredita que o termo Carnaval vem da expressão latina: “carnem levare”, que significa “retirar ou ficar livre da carne”, termo relacionado à Quaresma, período que antecede a Páscoa e é caracterizado pelos cristãos como um momento de reflexão, conversão espiritual e recolhimento.

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Na Idade Média, essas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica, passando a marcar os últimos dias de “liberdade” antes das restrições impostas pela Quaresma, quando o consumo de carne era proibido.

O Carnaval também sempre foi marcado pela mudança ou troca de identidade, já que as pessoas podiam se fantasiar e usar máscaras durante a festa e, assim, se sentirem livres para brincar e se divertir. Pobres podiam se fantasiar de ricos, homens podiam se fantasiar de mulheres e assim por diante.

A comemoração foi mudando de acordo com a cultura de cada país com formação católica. No Brasil, por exemplo, foi influenciada pelo “entrudo”, uma festa de rua típica de Portugal, na qual pessoas saíam pelas ruas brincando com água, farinha e ovos. Com o tempo, o entrudo foi perdendo suas características e, entre os séculos 19 e 20, o Carnaval foi ganhando a forma que conhecemos hoje.