Bloco Unidos do BPM: conheça o primeiro bloco de música eletrônica de SP

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Como o primeiro bloco de música eletrônica do carnaval de São Paulo, o Unidos do BPM é feito por e para amantes da música eletrônica. Conversamos com Bruno Matos, o idealizador do bloquinho, para saber como surgiu essa ideia, confira.

Como surgiu a ideia de montar um bloco de música eletrônica?

Eu sou um grande curtidor de Carnaval! Em muitos carnavais, passei em Salvador e lá, tinha um bloco dedicado à música eletrônica. A galera amava, isso fugia um pouco do padrão, e eu achava que isso também tinha tudo a ver com São Paulo e já pensava “um dia eu vou fazer um bloco eletrônico”. Mas com o tempo essa história caiu no esquecimento, os anos se passaram e eu comecei a tocar em festas.

Quando você começa a tocar e as pessoas não conhecem você , o caminho é promover suas próprias festas para começar. Eu comecei a promover algumas em São Paulo e foram dando certo. E, logo em seguida, abriram as inscrições para os blocos de rua de São Paulo, e eu tive a ideia de fazer meu som no Carnaval. Na época, a Red Bull estava me patrocinando e eles me forneceram um carro de som para fazer parte dessa folia.

Em uma reunião com amigos, começamos a conversar e eu contei minha ideia de criar um bloco. Todo mundo adorou e apoiou, recebi um super incentivo da galera e nessa mesma conversa já criamos o nome do bloco.

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E como surgiu o nome?

BPM significa “batidas por minuto”, e é uma sigla muito usada na música eletrônica. Minha ideia sempre foi trazer a característica do Carnaval para a música eletrônica, e durante o briefing do nome, uma amiga soltou o “Unidos do BPM”, e eu achei tudo a ver. Conseguimos dar uma cara de Carnaval para algo que era fora do contexto carnavalesco.

O mais engraçado é que, assim que criamos o bloco, partimos para a divulgação, e eu estava muito otimista de que o projeto daria certo, mas eu não tinha noção da dimensão que isso ia tomar. Minha expectativa de público era de 2 mil pessoas, e se desse muito certo, 5 mil pessoas, o que já daria uma super festa. Mas o resultado foi muito maior: reunimos mais de 20 mil pessoas logo no primeiro ano de bloco, em 2016.

Como você organizou a divulgação do seu bloco?

Eu sou uma pessoa muito comunicativa (risos), e para todas as pessoas que eu encontrava eu falava sobre o bloco e como a pessoa podia contribuir com o bloco. Eu sabia que seria difícil conseguir patrocínio, porque eu não contava com nada, apenas com o carro de som que a Red Bull ia me fornecer, que é o principal custo. Mas também era preciso reunir um grupo de artistas. Sem artistas você não anima a galera e sem som você não alcança o seu público, ou seja, não tem festa. Do meu ponto de vista, os dois principais pontos para colocar um bloco na rua é o som e os artistas.

Depois que eu comecei a produzir festas, comecei a conhecer muita gente que faz som em São Paulo, e quando eu apresentava a ideia do bloco a aceitação era de 100%. Não teve uma pessoa que não quis contribuir com o projeto. E isso foi muito bom, porque consegui reunir gente que queria tocar, fazer a parte de marketing, criar o logo para o bloco, fazer abadás, estandarte coreografia e por aí vai. As pessoas foram contribuindo tanto que parecia uma escola de samba (risos).

Quais são suas expectativas para o Carnaval 2019?

Já estamos na produção, reunindo os artistas que vão tocar com a gente, e no próximo ano queremos levantar a bandeira trans. Minha amiga, que é uma mulher trans, será a musa do bloco e nós queremos nos aproximar dessa causa.


O bloco Unidos do BPM é uma alternativa para quem quer curtir ritmos diferentes no Carnaval, para além das marchinhas e samba. Mas enquanto o Carnaval não chega, confira nossa programação!